sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

UMA PALAVRA AO LEITOR

O texto a seguir foi importado da comunidade Teologia Ortodoxa, e achei merecedor de um lugar aqui neste blog.

Devo, antes de tudo, agradecer de coração a cada leitor que leu o meu livro Doutrinas Intrigantes, tanto aos que de bom grado manifestaram aqui os seus pareceres sobre a obra supra citada, como também aos que não quiseram, por razões a nós alheias, manifestar suas opiniões.

Estou realmente muito feliz e satisfeito em saber que mentes balizadas têm analisando o meu livro e que alguns me deram o privilégio de suas opiniões, ainda que a meu pedido.

É do saber das mentes nobres que articular sobre determinados assuntos não é e nunca foi tarefa fácil, bem como não o é também ousar trazer a público assuntos desconhecidos do público em geral e até mesmo de um público específico ( o público cristão), mas foi exatamente este o meu intento. Ciente de que a unanimidade é uma utopia, não trago em meu coração a certeza de que todos os olhos que permearem as páginas do livro Doutrinas Intrigantes, terão o coração como companheiro solidário no sentido de ser conivente com as informações contempladas. Não sou e não estou imune a opiniões contrárias, vindas até mesmo de mentes enobrecidas pelo saber.

Não me esquecendo jamais do merecido respeito que devo as pessoas que tive o privilégio de conhecer, devo também respeito a mim mesmo por conhecer minhas evidentes limitações, manter minhas convicções não adquiridas de forma aleatória e não expostas de forma irresponsável, respeitando tanto a minha consciência na condição de escritor, como o meu semelhante na condição de leitor. Não compactuo com a vaidade intelectual, ainda que alguns, por não me conhecerem pessoalmente, apressem-se em fazer julgamentos precipitados como pede a insensatez.

Pedem as regras da hermenêutica que todo leitor sempre ponha Deus entre ele e a Bíblia Sagrada e isso o fiz.

Pedem as regras da hermenêutica que seja feito um levantamento HISTÓRICO (incluindo os aspectos cultural e geográfico) e gramatical E ISSO TAMBÉM "MUITO" ME PROCUPEI EM FAZER.

Pedem as regras da hermenêutica que uma pessoa não se ponha a ler as escrituras com olhar técnico e especialista como quem usa suas ferramentas para abrir uma caixa cheia de surpresas, porque a humildade de espírito e a simplicidade de um coração entregue ao Espírito Santo é o grande segredo, uma vez que ele é o autor e o único autor que sempre está por perto disposto a orientar quem ama a verdade em sua Palavra e isso procurei também fazer.

Pedem as regras da hermenêutica que o hermeneuta abstenha-se de ocupar o lugar do escritor e do personagem, porque isso é de fundamental importância na arte de interpretar o texto Sagrado, para que não diga pra mim o texto quer dizer isso, ou aquilo, mas para que encontra a resposta a importante indagação: O que o escritor quer dizer?”, e com isso eu também me preocupei.

Apesar de tudo, resta-me de consolo o fato de que sou um mero ser humano e estou consciente de que não sou blindado contra a possibilidade do erro. Tenho os meus brios, mas quero antes a sensatez como minha sombra antes de tudo, para não vilipendiar aquilo que é importante e vaidosamente, como um cego, enaltecer conceitos insensatos e divorciados da verdade. Foi com estas impressões em mente que eu me pus a escrever o livro Doutrinas Intrigantes. Não com o mero propósito de usar ele como trampolim para projetar minha imagem. Ouso, sim, desafiar o leitor honesto a reavaliar questões sobre as quais me pus a discorrer com dedicação compromisso, amor e respeito. Estou consciente de que nem todos serão coniventes comigo, mas não muda a minha opinião de que muitos temem ousar se reposicionarem em termos de doutrinas nas questões propostas no livro, ainda que a verdade lhes saltem aos olhos e temo que isso seja um dos maiores obstáculos.

Estou certo de que, embora alguns assuntos dêem margens a duas ou mais interpretações, não é o caso de todos, como por exemplo, o fato de Jesus ser identificado como Lúcifer, nas páginas do Novo Testamento, ou os satanistas teriam razão em exporem as suas insolentes e blasfemas interpretações equivocados no tocante a isso. Ora, se tal verdade encontra-se de fato no texto Sagrado, embora obscurecido por versões arcaicas com traduções feitas de forma muito literal, tudo o que devemos fazer é procurar saber por que a mentalidade cristã, posterior ao século IV, passou a atribuir ao diabo a palavra LÚCIFER, como se fosse ainda hoje o seu nome pessoal. É isso o que procuro esclarecer no capítulo 4 do meu livro, afinal, se eu não escrevesse, outro com certeza escreveria, até porque, eu não ou único a saber disso, mesmo dentro do segmento cristão. Não devemos, com receio do que possam pensar as pessoas nos omitir de abrir um leque como esse, porque a verdade é soberana e se impõe sobre os humildes e sinceros.

Sugiro, portanto, que os leitores tenham muita cautela e não subestimem a minha proposta neste capítulo; que não leiam o capítulo 4, e se possível todo o livro, de forma dinâmica e superficial, pois assuntos como este pede um espírito sensato, uma mente madura e um coração transparente, honesto, comprometido com a verdade contida no texto e não na tradição, afinal, “Uma antiga tradição pode ser apenas um antigo erro” ( Cipriano de Cartago. Apud: Ricardo Gondim)

MAIS UMA VEZ OBRIGADO.



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