terça-feira, 23 de abril de 2013

Você não expulsou Deus, expulsou?

Primeiramente este texto não serve para quem tem preguiça de analisar todos os parágrafos, gastando alguns minutos do seu tempo. Por favor, antes de ler este texto você precisa ser capaz de se perguntar, quantas vezes já foi capaz de rever os seus conceitos e abrir mão das suas antigas crenças, para reconsiderar. Sabe porque é importante pensar sobre isso? Porque, caso isso não tenha ainda ocorrido,  você precisa se dar conta de que além de ser inteligente, estudioso (a), aplicado (a), precisa ser sobretudo, HUMILDE. Isso é muito importante! 

Só as pessoas humildes são capazes de concluir “é eu estou errado mesmo quanto a isso e preciso encarar esta realidade”. Mas se você é do tipo que só gosta de discutir, expor os seus conceitos, ter a última palavra em tudo, dispenso a sua atenção. Esse texto não é para você; aliás o meu conselho é que, se você for mesmo um genuíno cristão, tenha a coragem de convidar o Espírito Santo para uma conversa séria e honesta a respeito da ausência desta importante virtude em sua alma. Será um grande passo para o seu crescimento espiritual e moral. Não escrevi este texto para digladiar com ninguém. Não é uma resposta a alguém ou alguma indireta ou desabafo. 

Em geral eu sou dono das minhas palavras, mas é claro que não sou o dono da verdade, pelo contrário a verdade (Jesus) é dona de mim, bem como de todos aqueles que acolheram de fato o Doador da Vida, o Espírito Santo. Contudo, eu gostaria muito de começar usando as palavras de D. James Kennedy “Vivemos na era em que um único preconceito é permitido – a intolerância ao cristianismo. Michael Novak, um colunista de destaque, certa vez disse que atualmente não se pode expor nem ridicularizar grupos como os afro-americanos, os índios americanos, as mulheres, os homossexuais, os poloneses e assim por diante. Hoje, o único grupo do qual se pode zombar publicamente são os cristãos. Ataques à igreja e ao cristianismo são comuns. Como Pat Buchanan disse uma vez. ‘malhar o cristianismo é um esporte popular”. 

Não devemos aqui confundir o cristianismo genuíno do cristianismo nominal. Muita gente que chamou a si mesma de cristã, leva uma vida totalmente oposta aos princípios e ensinamentos de Jesus de Nazaré. Hoje em dia muitos querem pregar o cristianismo “paz e amor”, como se Deus não tivesse critérios morais ou como se esses critérios estivessem sobremodo ultrapassados, ou até querem parecer mais interessados nas pessoas que o próprio Criador, como se o seu amor estivesse acima do próprio amor de Deus. Só precisamos amar, nada mais amor pra lá amor pra cá, e isso é tudo. Se a nossa relação com o nosso próximo não se baseia no amor, essa relação não vem de Deus. Eu sinto desapontar os que assim pensam, mas isso é um equívoco! Um equívoco? Mas Paulo não disse que o amor tudo suporta, tudo crê, tudo...Sim! Mas foi ele mesmo quem disse que nem todo tipo de pessoas seriam salvas. Ele explicava exatamente os padrões de Deus, para a relação do homem com ele. 

Preste atenção nas palavras de Jesus: “Vocês pensam que eu vim trazer paz ao mundo? Pois eu afirmo a vocês que não vim trazer paz, mas divisão. Porque daqui em diante uma família de cinco pessoas ficará dividida: três contra duas e duas contra três. Os pais vão ficar contra os filhos, e os filhos, contra os pais. As mães vão ficar contra as filhas, e as filhas, contra as mães. As sogras vão ficar contra as noras, e as noras, contra as sogras”.

Viu? É claro que o mesmo Paulo que explicou um pouco das facetas do amor para os cristãos também disse que, no que depender de nós devemos estar sempre em paz com todos, contudo, é impossível viver em um mundinho de constante paz e amor a não ser que abramos mão dos critérios estabelecidos por Deus. 

É claro que existem respeitados estudiosos com rara capacidade de articular a respeito da fé cristã de forma tão magistral, que nos curvamos a força das suas argumentações. Mas tenhamos cuidado! Nós também temos cérebro. Aliás, mas que isso, nós também somos cristãos, logo nós também temos a presença do Espírito Santo em nossas vidas, e se de fato foi o Espírito santo quem inspirou tal orador ou escritor, esse mesmo Espírito confirmará isso em nossa alma, na alma dos humildes e sinceros. Você sabia que a primeira pessoa a interpretar  a Palavra de Deus foi exatamente Satanás, no Édem? É um poderoso teólogo,  capaz de usar a própria Bíblia, contra o próprio autor. Lembra-se dele no deserto usando as próprias palavras do divino autor contra ele ( Jesus o autor) mesmo? “Está escrito” ele fazia questão de citar. 

As pessoas inteligentes reconhecem a verdade quando se deparam com ela, mas só as humildes são capazes de aceitá-la. A palavra de nenhum “ungido” pode pretender se colocar acima da palavra de Deus. Por mais que uma pessoa tenha excelente formação acadêmica, lembremo-nos de que se o seu raciocínio, é oriundo de Deus ele não vai contra o conhecimento de Deus. “pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo;” (2 Co 10: 4,5 Vre. Destaque meu).

Quero a partir daqui trazer o assunto para a questão da sexualidade. Se houver amor, tudo é permitido? Não! Mas é assim que muitas pessoas pensam erroneamente. Para elas é como se a humanidade finalmente tivesse despertado para a luz brilhante e empolgante da liberdade sexual, despertado da escravidão dos tabus sexuais. É algo tão novo quanto a ciência moderna, tão original e vibrante quanto os ônibus espaciais. É fruto da era moderna. Tem adeptos de certos movimentos que agem como se tivessem inventado a roda. Como se tivessem descoberto a cura do câncer. “Finalmente achamos a verdade!”- dizem. Será? Essa “modernidade” sexual toda não impressiona todo mundo, sabia?  Me permita citar o texto de um dos inconformados aqui:

“A anarquia sexual assumiu formas extremas e espalhou-se por grande parte da população. Lado a lado com o aumento da perversão sexual, uma vergonhosa promiscuidade sexual também aumentou muito. A sedução de membros da mesma família, como relações entre pai e filha (...) filho e mãe (...) já não são desconhecidas. Os autores (contemporâneos) enfatizam de forma especial casos como o relacionamento sexual de um homem com duas irmãs ou com mãe e filha (o adultério, o estrupo e a prostituição aumentaram significativamente) (...) o amor homossexual passou a fazer parte do costume das pessoas. Os autores contemporâneos parecem deleitar-se sadicamente ao enumerar uma infinidade de torpezas e perversões sexuais. Descrevem todas as aberrações do erotismo mórbido, com a despudorada serenidade do descaso: estupro, relações sexuais anormais, tortura e sodomia.” Esse parece, a primeira vista, ser um texto ultrapassado pelos tempos modernos, não é mesmo? Mas o texto supracitado, caro (a) leitor (a) foi redigido  a 4.500 anos. (Veja: Pitirim A. Sorokin, The american sex revolution, Boston; Porter Sargent Publisher, 1956, p. 93.).

Sabe o que esse texto nos diz? Nos diz que não há nada de moderno no que diz respeito a sexualidade dos nossos dias. Toda essa libertinagem hodierna, sempre existiu. A prática da homossexualidade, sempre existiu! Da mesma forma os padrões de Deus não estão ultrapassados! Deus não está morto! 

Não se pode em nome do cristianismo “paz e amor” querer flertar com o pecado da homossexualidade, por exemplo, como se os critério de Deus pudessem ter data de vencimento! Como se aquele que nos criou não tivesse o direito de nos governar! Como se o seu “não” ao pratica da homossexualidade, não pudesse ser mais aceito em nossos dias modernos. Moderno em que? No fato de a sociedade se achar no direito de fazer vista grossa a condenação da pratica da homossexualidade, e “em nome do amor” dizer que um homem pode transar com outro homem, e que uma mulher pode transar com outra mulher, porque Deus não está nem ai?   

Desculpe, a franqueza, mas os padrões morais de Deus continuam os mesmos. Filho não pode ter relação sexual com pai e nem com mãe. O ser humano não pode ter relação sexual com animais. Se dissermos que estas coisas estão ultrapassadas diremos em outras palavras que o sexo sagrado dentro do casamento, foi extinto, e o planeta terra tornou-se uma grande boate onde a orgia pode rolar solta, e Deus não está nem ai. É  preciso ter expulsado Deus de dentro do coração para chegar a essa conclusão triste, imoral e mortal.

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